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SEMIEDU2013: Repercussões de uma festa acadêmica

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Nada pode explicar o que se sucedeu no Semiedu2013. Tratava-se da mesma semcerimonice que tomou as ruas, talvez com uma imensa diferença, o evento extorverteu e levou muito adiante o que se tem dito e escrito sobre a COLONIALIDADE(S) E AS DESCOLONIALIDADES. Havia um clima de euforia não desamanchado pela organização excessiva, nem pela cerimônia carrancuda. Havia, sim, um desejo de encontro. Uma fome de beleza. Uma clima de festa que não impedia uma certa repercussão molecular do compromisso, do coração, da ousadia em celebrar o popular e o acadêmico sem ciumeiras, tambem sem a formalidade vazia. Parece que havia uma fome de expressividade, de paixão que tomou um evento que deveria ser “formal” e que começou com uma diluição homeopática, que transbordou os corações, as mentes, e o que ali deu direção era a espontaneidade de, permitir a loucura de ousar, no melhor sentido Kantiano, permitir-se ser humano.  A abertura foi extraordináriamente linda com a provocação do povo que tem protagonizado, no nosso estado e no Brasil, as melhores coisas, dos desejos, da poesia, da música, da dança e do compromisso desarticulador da maldade e da ostensividade. Lá estaba o “Coletivo da Terra”. Montaram um grande globo em que o planeta estava “de cabeça para baixo” mostrando o sul, a África todinha, a América Latina em cima… e o norte embaixo. Esta imagem é a imagem real… pois há muito tempo querem no impingir um ponto de referência de que a natureza, num universo infinito, guardou um ponto reservado a ficarem em cima… de nós” Discurso que sempre nos enganou. Freire criou para isso, o SULEAR… de resistir á lógica do colonizador que invadiu nossa linguagem – neste caso pseudo acadêmica – de dizer que precisamos NORTEAR, para acertar os pontos, quando estamos perdidos, OU de fazer o NORTE como referência de uma naturalidade nascida de uma cartografia da dominação.

Esta criação do Coletivo da Terra trazia toda a beleza de criação de que precisamos, urgentemente, no SULEAR, e nos ver como referência em face de paises que morrem sem esperança, na mingua de uma ordem em caducidade. Por isso o coletivo da Terra trouxe o grande tema: ” A TERRA COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO”, e neste coletivo estavam as escolas e educadores e jovens dos assentamentos do MST, da Via Campesina, Indígenas, Comunidades Quilombolas com suas criações artísticas, suas artes, artefactos, comilanças, doces, bordados que nos encheram os olhos e o coração.

Não foi o único espaço do Semiedu2013, as tendas dos professores da Educação do Campo, das Escolas

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