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Luís Gouveia e Eunice: 40 anos Tapirapé

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Crianças da Escola Tapirapé

Crianças da Escola Tapirapé

Casal de Educadores vivem há 40 anos com os Tapirapés

Por: Gustavo em 24 abril, 2012 // 3 Comentários

O casal de educadores, Eunice Dias de Paula, e Luiz Gouveia de Paula, mora na Aldeia dos Índios Tapirapé na região da Serra Urubu Branco, no município de Confresa, há mais de 40 anos. Os educadores vieram de Campinas-SP para a região no ano de 1973, a convite do Bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia, Dom Pedro Casaldaliga, para assumirem a área de educação, uma preocupação da comunidade indígena e do religioso. Em 1970 havíamos tido um contato muito rápido com o povo.
Em entrevista a Rádio Comunitária Eldorado ao Repórter Robson Garcia, no dia 20/04, o casal contou um pouco da experiência com os Índios.
O educador Luis, disse que: Podemos-nos dizer que somos aprendizes da língua Tapirapé. Durante esse período, nos aprendemos a língua e a cultura deles, isso possibilitou nosso trabalho de educação escolar entre eles, na criação de uma escrita, de uma ortografia da língua Tapirapé.
Eles também contribuíram muito com a nossa formação durante toda nossa vivência. Fomos formados pela Universidade Estadual de Mato Grosso, eu em Letras, e minha esposa em pedagogia. Há poucos anos concluímos um mestrado na área de lingüística sobre a língua tapirapé.
Eunice recentemente terminou um doutorado na qual defendeu a tese sobre a língua indígena dos Tapirapé. Nosso desejo é que um dia a barreira do preconceito seja quebrada e que nossos índios não sofram com tantos desrespeitos por parte de outras culturas, inclusive pela nossa, que invadem suas terras, interferindo em suas culturas.
Eunice contou que: “o mais difícil para alguns índios que moram e estudam na cidade é a forma de como os brancos administram a Escola, com diretores, onde os demais seguem ordem. Na cultura dos índios, tudo é feito de maneira coletiva, onde as tarefas são divididas.
Os Tapirapés são muito dedicados e interessados na Educação, hoje já temos alguns com formação superior, que ajudam a preservar e manter viva sua cultura. O mais interessante é que eles estão conseguindo manter viva a língua do seu povo, passando de geração para geração.
A comunidade Tapirapé tem hoje uma população de 750 índiosmorando em 07 aldeias. Apesar da interferência de outras culturas que quase sempre trazem prejuízos ao povos indígenas, a etnia vem sobrevivendo com apoio de órgãos como a Prelazia de São Felix do Araguaia e outras entidades.

Escrito por Radcom Eldorado FM/Robson Garcia

Companheiro de longa data, presença responsável e de compromisso de vida, Luiz e Nice vivem há quarenta anos um inserção junto aos Tapirape e que lhes conforma o jeito, a alma e o corpo. Educadores no deslimite que essa expressão necessita, juntos, abrem perspectivas de sentido para uma nação que já esteve historicamente em condição de  desaparecimento intencional. A presença das irmãzinhas de Charles de Foucault, do carinho referencial de D. Pedro Casaldáliga, de Giba e Lala, um tempo significativo e de Nice e Luiz como continuidade e fidelidade a este povo, mostram o quanto é importante o “casamento” de não indígena com os povos indígenas na perspectiva da comunhão com a causa desse povo e com sua identidade cultural.

Irmãzinhas de Jesus

Irmãzinhas de Jesus

Parabéns, Luiz e Nice, de todos nós dos quais vocês fazem parte como irmãos carinhosos.

Em nome de todos e todas.

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