Menu

Razões do Aprender-fazendo: Paulo Freire

Nenhum Comentario

Razões do Aprender-fazendo: uma metodologia de Paulo Freire e da Equipe Latino Americana de Educação

Razões do Aprender fazendo: possíveis teorias sob uma prática O presente trabalho busca explicitar, com finalidade prático-pedagógica,  dimensões teóricas fundantes  de uma prática educacional de avaliação e planejamento,  nominada Aprender-Fazendo, de  inspiração Freireana, e que foi desenvolvida  coletivamente,  na década de setenta  próximo passada  nos Encontros de Educação  pela Equipe Latino-americana de Educação.

Cuiabá, 24 de julho de 2007

*
Razões do APRENDER FAZENDO: possíveis teorias  sob a prática

Luiz Augusto Passos
A dinâmica Aprender-Fazendo nasce no país, com inspiração freireana,  de uma articulação entre a busca de um instrumento avaliativo educacional, uma forma de articulação entre produção do conhecimento, precisão de leitura de contexto e realidade estrutural, conjuntural, local, pensada ainda a sociedade como lócus de cultura.
Teve  seu  berço nas iniciativas de intelectuais e educadores ligados, inicialmente, à Igreja Católica ‘progressista’ com perspectivas similares à da Teologia da Libertação; mais tarde, foi adotada por  projetos comunitários  compartilhados  por Igrejas da Reforma; e, por fim, utilizada como instrumento de Planejamento participativo, laico, civil e político, do sentido de EDUCAÇÃO POPULAR em seu sentido amplo.
Tinha,  por objetivo, preencher a lacuna existente entre a educação de inspiração idealista, desencarnada, individualista, para desenvolver processos comunitários, com protagonismo de um coletivo de trabalho, desenvolvida em busca da formação de pessoas militantes e cidadãs nas relações mais amplas com a cultura crítica de modo geral e engajada.
Em seus princípios não queria ser apenas uma avaliação mas uma produção do conhecimento pertinente  e ancorado nas condições de possibilidade de um espaço tempo concretos  que mudassem a sociedade e construísse novos agentes sociais.
Recuperava,  da Escola Nova,  a dimensão pessoal  em construção com a formação de um coletivo de trabalho, em vista da  intervenção na realidade. Buscava na troca de olhares e visões, sem nenhuma primazia prévia  da visão  de um único dos seus protagonistas, que o grupo se empoderasse como grupo, num conhecimento negociado. E, por isso, ficava relativizada, no grupo, a visão de um só, por mais correta que fosse. Esta também uma das críticas realizadas a esta dinâmica por educadores que se pensam vanguarda… ou de presumirem ter o pensamento e a prática ‘politicamente’ corretas.
O projeto resultante, teria que formar raízes na participação de todos cada um, respeitando os tempos de cada um, costurando-se todos os pontos, estabelecendo critérios juntos, somando expectativas e possibilidades em busca do que Paulo Freire chamava, o inédito viável.Pensava que, isso mesmo constituía um projeto de criar grupos de intervenção, co-operativos, em busca de um projeto educacional popular e democrático, fosse para grupos pequenos, periferias,  localidades  rurais, estabelecimentos de ensino, redes públicas, etc. Teve contribuições de uma grande equipe de educadores ampliada,  entre os  quais, Michel de Certeau (Psicanalista, Historiador e Sociólogo);  Paulo Freire; Danilo Gandin  que  assessorou, e ainda assessora no Brasil, o que se chamou ‘Planejamento Participativo’;  Cecília Cardoso Alves (Educadora freireana); Agostinho Castejón (Coordenador da  Pastoral da Educação da CNBB,  do  Movimento de Educação de Base (MEB)  e da  Associação da Educação Católica (AEC-BR);  de Leônida Fávero; Anne Marie Speyer (MEB/Ação Educativa);  Padre Raimundo Groth e, esse instrumental compete com o que se chamou ‘Planejamento Estratégico’ (PES), metodologia globalizadora da avaliação e  planejamento.É, por demais importante, que se discuta as bases de epistemologia, as concepções filosóficas, pelas quais se organizam as relações, as concepções de  educação, de conhecimento, de pessoa que estão inscritas sob a referida dinâmica. Ela pretende que se possa construir dinâmicas, organizações de  trabalho,  formas de conhecimento, modos de avaliar, e, sobretudo,  relações entre os atores, cujo conteúdo ético-político  de sua concepção seja maturado  durante suas co-operações. A qualidade política do projeto herda as qualidades políticas de suas mediações e de seus processos: uma educação democrático-participativa precisa de processos educacionais democráticos participativos,  com inclusão de todos e todas. Princípios que subjazem ao Aprender Fazendo: Não vou me limitar os princípios já explicitados pela dinâmica. A vivi, em processos longos de planejamento, por vezes três semanas inteiras em planejamentos globais  realizados  a muitas mãos, de instituições educacionais. E, portanto, vou explicitar princípios em grande parte induzidos das práticas em  diálogo com minha visão de educação, pessoa, processo, que se inspira na  fenomenologia merleaupontyana. Não pretendo ficar no mais geral, mas refletir  sobre o que co-substancia em termos filosóficos este processo educacional.De alguma maneira, estão sob a base dos princípios do Ver-Julgar-Agir da metologia do Belga Cardjin que sofre influência do teólogo francês  Jacques Maritain, do grande inspirador de Paulo Freire, Emmanuel Mounier e da  hermenêutica de Paul Ricoeur, também Belga. De sorte que há um não  explicitado, na minha percepção, que é, a inspiração fenomenológica na referida dinâmica.
*
O ATO EDUCATIVO~

Razões do Aprender fazendo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *