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GOLPE NO SUS?

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As reflexões do professor Eduardo Stotz contemplam uma estratégia do governo resolver de forma simplificada

e casuística as dificuldades relativas ao SUS. É preciso atenção. Todas as medidas tem sido de ampliar um casamentos com o setor privado, que se mostra cínico, pois hoje vive efetivamente dos recursos públicos do Estado, e devlvem um serviço caro, tercerizado, com a diminuição dia a dia de poder de intervenção por parte do executivo federal, face ao engordamento sistemático de um poder paralelo formado pelas casas, Câmara Federal e Senado, sob o apito a cada dia menos constitucional do Judiciário que dança sob o jugo dos interesses de grandes corporações, e da classe política venal? Ou há outra explicação para a premiação extemporânea de  Renan Calheiros, no confronto aberto à lisura e ao clamor público exigido pelo povo brasileiro na luta contra a corrupção? Eis a análise do Professor Dr. Eduardo Stotz da Escola Nacional de Saúde Pública

De: Eduardo Stotz <eduardostotz@gmail.com>
Data: 28 de fevereiro de 2013 17:20

Assunto: ABRASCO e decisão acerca de um novo Plano de Saíde

Amig@s, tudo indica que a decisão governamental comentada na Nota da ABRASCO é apenas o primeiro ato para a instituição de um seguro de saúde universal, nos moldes propostos por Barak Obama e em vigência na União Européia. O SUS será o nosso Medicaid/Medicare, destinado aos que não podem efetivamente pagar, principalmente da população componente do pauperismo oficial, cadastrada no Programa Bolsa Família.

Por que o primeiro ato? Porque teria em mente a criação de um Sistema Nacional de Saúde, para integrar o setor privado autônomo no nível da atenção básica (as OS mostram que isso é lucrativo) e resolver o impasse jurídico da “dupla porta de entrada” na atenção secundária e terciária.
O pano de fundo da decisão parece ser (1) o entendimento de que não há como ampliar o gasto público e instituir um sistema público e gratuito para todos. Claro, gastar mais significaria colocar em questão o destino da verba pública, sobretudo a dívida pública que, equivalente ao PIB, continua a drenar a riqueza produzida pelas classes trabalhadoras para o bolso do capital financeiro. Ao mesmo tempo, de que (2) é indispensável, manter a base social de apoio ao governo conquistada entre os novos segmentos das classes trabalhadoras, oriundas do crescimento econômico de 2007 para cá. Em outro termos: o cenário é o da eleição presidencial de 2014.
Concluo ser importante aderir à posição da ABRASCO enviando cartas oficiais das Escolas, institutos, Departamentos, etc., ao mesmo tempo em que se divulga junto aos movimentos sociais, sindicatos e associações de trabalhadores com um posicionamento crítico a respeito.
Abraços,
Eduardo

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