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D. Pedro Casaldáliga: a luta pela Justiça!

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O desejo da sociedade brasileira contra toda a forma de opressão ao povo trabalhador, indígenas, povos da mata, do cerrado, das periferias, em condição de rua, pede radicalidade de opção: a indissociabilidade dos direitos que lhes cabem como seres humanos, mas pedem mais, pedem a solidariedade engajada nas suas causas e lutas, que dizem respeito a toda a forma de Vida. Algum dia teremos ultrapassado a tristeza de um ser humano, ou mesmo animais, coisas serem tratadas como objeto de violência, de expropriação, de destinados à morte e ao USO? O gesto de D. Pedro é o gesto da sociedade brasileira que caminha em passos largos para um sociedade fraterna, politicamente engajada, e capaz de sonhar a Paz com as mãos, os pés, o corpo e o coração.

Fonte: Olhar direto

O bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia (1160 quilômetros de Cuiabá), dom Pedro Casaldáliga, fez uma solicitação formal ao Governo do Estado, na sexta-feira (22), para que o nome dele seja retirado do prêmio jornalístico promovido pela administração estadual, pelo fato de a secretária de Estado de Cultura, Janete Riva (PSD), ter nome na “lista suja do trabalho escravo”.

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O Prêmio Nacional Dom Pedro Casaldáliga seria conferido pelo Comitê de Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae) de Mato Grosso a reportagem sobre o tema. O nome do prêmio foi escolhido devido a trajetória do bispo, já nacionalmente homenageado por lutar contra o trabalho escravo no campo e contra as oligarquias de grande produtores rurais.

De acordo com informações da assessoria de imprensa do Centro Burnier Fé e Justiça, o pedido de dom Pedro foi protocolado no Coetrae, na Casa Civil e no Gabinete do governador Silval Barbosa. A atual secretária de cultura foi incluída na lista suja no ano passado, antes de assumir a pasta.

Essa é, pelo menos, a segunda manifestação contra o nome de Janete Riva na Secretaria de Estado de Cultura, pelo fato de o nome dela constar na lista suja do trabalho escravo. Na semana passada, o Fórum Estadual dos Direitos Humanos e da Terra enviou uma carta ao governador pedindo a exoneração da secretária.

Na ocasião, o governador afirmou que não pretende fazer alterações na secretária. De acordo com ele, o caso ainda corre na Justiça, portanto seria precipitado qualquer ação contra a secretária, que é esposa do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Geral Riva.

Naquela mesma ocasião, por meio de nota, Janete rebateu as acusações e afirmou ter sido incluída na lista suja do trabalho escravo de forma errônea. Segundo ela, tudo aconteceu devido a um “problema” com uma empresa contratada para trabalhar na propriedade.

Janete ainda convida os membros do Fórum de Direitos Humanos e da Terra para visitar a fazenda, que, segundo ela defende, seria referência na região de Juara pelas boas instalações. A peessebista ainda se diz vítima de perseguição política.

Leia na íntegra o pedido de dom Pedro:

“Considerando que a fazenda de propriedade da secretária de cultura do Estado de Mato Grosso, Janete Riva, consta da Lista Suja de Trabalho Escravo do Ministério do Trabalho, eu peço que meu nome seja retirado do prêmio do concurso de jornalismo organizado pela COETRAE/MT.

Atenciosamente,

Pedro Casaldàliga.
Bispo Emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia – MT”

Defesa de Janete Riva

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Cultura afirmou que a mesma nota utilizada na semana passada, quando o Fórum dos Direitos Humanos e da Terra pediram a exoneração de Janete pelo mesmo motivo, será utilizada neste caso. Contira nota abaixo:

Sobre a manifestação do Fórum de Direitos Humanos e da Terra de Mato Grosso, em relação à minha nomeação para a Secretaria de Estado de Cultura, informo que:

1- A inclusão de meu nome na lista suja de trabalho escravo, de forma errônea, deve-se à contratação de uma empresa para atuar em minha propriedade na construção de um curral, e haviam três funcionários sem registro por parte da empresa, trabalhando no local.

2- Tal fato foi informado à justiça e está com o processo em curso. Mesmo assim preferimos pagar todas as multas, do que esperar um resultado judicial.

3- A Fazenda Paineiras é uma referência na região. Nossas instalações contam com casas, alojamentos e refeitório, para atender aos nossos funcionários e colaboradores. Tudo isso conciliando também com a preservação ambiental, pois todas as áreas de APP estão preservadas.

4- Faço um convite aos membros do Fórum para uma visita à minha propriedade onde poderão constatar in loco a realidade a qual nossos funcionários são tratados. Convite que é feito reiteradamente desde 2010 a diversos órgãos responsáveis e fiscalizadores, mas parece que nunca houve interesse.

5- Neste sentido, vejo que manifestações como essa tratam mais de perseguições políticas e oportunismo, do que realmente a constatação real de nossa propriedade.

Janete Riva
Secretária de Estado de Cultura

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