Menu

HOJE: Nosso estudo de Giordano Bruno

Nenhum Comentario

Estudos de Filosofia

Hoje, pela manhã, tivemos no Coxiponês o estudo de Giordano Bruno, filósofo de Nola (Itália) nascido no período da Renascença, e que conta com a magnífica obra do Filósofo, também italiano, Rodolfo Mondolfo, que pode ser acessada pelo link http://migre.me/d9PHg, como ebook, pdf, acessível para ser lida. Na introdução do livro Rodolfo Mondolfo ao ressaltar a cultura filosófica da Renascença, diz no prólogo que foi uma conferência de Mondolfo, internacional, sobre Leonardo da Vinci e que descreve o divórcio entre a cultura da igreja medieval, na grande maioria dos setores da hierarquia em conflito com o humanismo da renascença, do qual Giordano Bruno e filho e produtor:


Hoje foi o nosso dia com Giordano Bruno.
Com tudo o que ele significou e significa, sobretudo com a leitura de Carlo Ponti.
No ano de 1452, o mesmo do nascimento de Leonardo da Vinci, o humanista fiorentino Giannozzo Manetti acabava de escrever, a convite do rei Afonso de Nápoles, sua obra De dignitate et excellentia hominis, que ao iniciar as celebrações renascentistas do poder criador do espírito humano, desejava reivindicar a dignidade do homem contra o vilipêndio medieval, expresso tipicamente – a fim de humilhar o orgulho humano – no De miseria humanae vitae, do Papa Inocêncio III. “Tu, homem, (dizia Inocêncio), andas pesquisando ervas e árvores; estas, porém, produzem flores, folhas e frutos, e tu produzes lêndeas, piolhos e vermes; daquelas brotam azeite, vinho e bálsamo, e de teu corpo escarros, urina e excrementos”. Manetti realiza, proclamando que os frutos do homem não são constituídos por essas matérias sujas, mas pelas obras de sua inteligência e da sua ação criadora, para as quais o homem nasceu como integrador e aperfeiçoador da natureza por meio de suas artes e seus inventos (…) “Nossas, quer dizer, humanas (escrevia Manetti) são todas as casas, os castelos, as cidades, os edifícios da terra… Nossas as pinturas, nossa a escultura, nossas as artes, nossas as ciências, nossa a sabedoria. Nossos…, finalmente, todos os mecanismos admiráveis e quase incríveis que a energia e o esforço do engenho humano (dir-se-ia quase divino) conseguiram produzir e construir por sua singular e extraordinária indústria”. (…) Manetti imaginava-os (um sem número de indivíduos que faziam estas coisas dispersas em muitos lugares e tempos) … se “se pudesse contemplar de uma só vez como em uma grande exposição, e, declarava, que se isso fosse possível, “ninguém deixaria nunca de admirar e assombrar-se” e todos, com Cícero, reconheceria no homem uma espécie de Deus mortal.
MONDOLFO, Rodolfo. Figuras e Ideias da Filosofia da Renascença. São Paulo: Mestre Jou,1967 (252pp.)

Amanhã às sete e meia faremos o debate do filme. Era importante que cada um pontuasse de seu olhar dimensões que o filme possui e que lhe confere um conhecimento raro e exaustivo – em termos – da cultura da Idade Média. Permite verificar que existe uma sociedade, uma população à margem do sistema medieval que não apenas recebe sopa da mão do Cardeal Sartori, mas ainda, é considerada como perigo, caso as idéias de Giordano Bruno continue a dialogar com a população acerca da liberdade para pensar, de desconfiar dos poderes políticos, de manter a solidariedade entre os perseguidos por uma aliança escusa entre o Braço Laico do Estado e o Braço eclesiástico dominante.

Acesse: GIORDANO BRUNO, por Rodolfo Mondolfo, página 28 a 82 (Espanhol)

Até amanhã, uma boa noite.
Embaixo Carlo Ponti diretor e produtor do Filme e Sofia Loren.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *