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CONTRA A DEMOLIÇÃO DA ALDEIA MARACANÃ

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Os processos se sucedem desde que, foi definida, na obras da Copa, a demolição do espaço ALDEIA MARACANÃ, obra construída com arquitetura histórica, relembrando as Missões no País, e a resistência do povo indígena. O espaço servia no Rio de Janeiro à visitas como um museu dos diversos grupos, que permitiam acesso às identidades, aos costumes, aos artefactos e aos indígenas de diversas etnias que confraternizavam e possibilitavam contato de sua cultura com a sociedade não indígena.

O edifício foi construído com uma arquitetura histórica, lembrando as Igrejas do território ‘missionero’ que se polongava do Rio Grande do Sul, ao Paraguai, Bolívia, Mato Grosso.Contudo, como é próprio das grandes obras modernizadoras, ou arrasam ou assimilam paisagens que vivas constróem um testemunho de tempo que se prolonga vivo, através dos seus atores, cujas identidades são vividas e revividas como elo de sua ligação com o passado, com sua ancestralidade, mas também retomada no presente, presentificada portanto, como resistência, luta, beleza, denúncia e força.

As chamadas obras da copa ignoram estatutos prévios de sua legitimidade, a sustentabilidade, a preservação do verde que cede à sua passagem, a demolição de obras que constituem referência às identidades vivas e históricas. OU seja conhecem da cultura apenas a sua própria expressão de autor-eferência, incapaz de conviver com a diversidade, pois ela prolonga por dentro e etnocentrismo, o monoculturalismo, a normalização que visa, expropriar a sequestrar aos seus interesses econômicos quanto for livre, belo, independente e autônomo.

Cara pálida: indígena não se subordina. Aquilo que Marx dizia da modernidade do capital, de que tudo o que ele toca se esfuma… É bom saber que do lado dos indígenas tem sido sempre assim. Onde eles e elas entram fundem, alteram, transformam em coisas suas, no sentido previsto por Michel de Certeau, uma mutação, uma ressemantização que destrói também quanto lhes cair nas mãos. E precisam fazer exatamente isso, esmerilhar esta sociedade desumana, vazia, oca, sem significação, sem sentido, pelo que ela mesma destrói sua ligação com o tempo e com o espaço, vivvendo do “instantismo”, ou de uma inovação nos sentido preciso de Milton Santos.

Assistimos, penso eu a uma batalha indígena pela cultura, pela beleza, pelo tempo, pela história e pela interculturalidade, e uma vileza sórdida, ignorante, perversa do monoculturalismo burro, que coroa as obras da chamada “Modernidade” que muito bem lembra a Escola de Frankfurt, que a Modernidade não é moderna”

Vamos apostar e levar ao AVAAZ a luta em favor do indígenas e contra este capital agressor, que continua do lado de um turismo para estrangeiro ver, e continua destruindo o que poderia ser o sentido mais contemporâneo e belo, a preservação viva e ativa, autônoma, dos indígenas garantindo a continuidade, a educação cultural nossa, e sobretudo nosso sentido de interculturalidade e de riqueza através das diferenças”

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