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Primeira aula no I ano de Filosofia matutino

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CRIANÇA VIVENDO E SONHANDO

CRIANÇA VIVENDO E SONHANDO

FILOSOFAR É VIVER E SONHAR, como esta imagem de criança faz. Ela recria o mundo, seu corpo, sentidos, alegria, olhinhos fechados, prazer, beleza, atenção, está todinha onde está sua sombra. Deste jeito ela jamais se perde de si própria. No outro, representado pela imagem do adulto, da mãe – na imagem – se reencontra a cada passo na sua origem. Cada retorno ao nosso SER ORIGINAL, no nosso ser PRIMORDIAL, nos conduz à realização progressiva de momentos de abandono, de ternura e vida.
Filosofia é criação.
Criação de um SER que é Linguagem.
Criação só em parte muito pequena pode ser chamada de palavra dita, soprada, escrita. A PALAVRA é maior do que tudo. Ela é a “PalavrAÇÃO” como a chamava o educador Paulo Freire, que mostrava que somos todinhos PALAVRAS.

Vou usar aqui, para a Filosofia, como analogia ou parábola, a ideia da Bíblia que não precisa ser tida por todos nós como expressão de Fé. O será para os cristãos, não será assim para aqueles que não tenham fé, ou entendam sua religiosidade de outra forma.
Na tradição Bíblica o Filho de Deus é, segundo o apóstolo João, que o chama “VERBO”: “Origem” e “Palavra” no sentido verbal. Todo o verbo é Palavra que indica Ação: tem o sentido estrito, na Bíblia, de PalvrAÇÃO. Quando no antigo testamento Deus se define para Moisés diz: “Eu sou aquele que sou!” O Verbo hebraico SER falado por Deus, é mais rico… Ele tem sentido de AÇÃO. SE traduzíssemos o texto em sua semântica própria Deus disse: “Eu SOU aquilo que FAÇO” ou “Eu FAÇO aquilo que FAÇO” – muito diferente do espírito da língua grega que serviu para a tradução deste texto.

Aquele que foio dito no amor da Trindade, o VERBO, carrega tudo o que o PAI é, n’Ele Mesmo.

Palavra que exprime a doação plena. Nós não somos nunca seres de Palavra Plena. Mas fomos dito inteiros, quando Deus disse sua Palavra: o VERBO.

Nós somos PALAVRAS. Por isso somos seres de comunicação. Só fazemos sentido na comunicação. Somos por isso chamados à Comunhão. Ninguém pode ser feliz sem que o sentido último de sua criação, ou “fazimento” alcance a plenitude na Comunhão. Freire dizia “Ninguém ensina ninguém, todos aprendemos na comunhão”. O isolamento é o caminho da destruição. O amor é saída de si mesmo. É encontro com o OUTR@ como um outro de mim.

Abraço

Abraço

Só somos nós mesmos quando somos – e ao mesmo tempo – universais, particulares e singulares!
Não nascemos de nós. Não viemos do nada.

Nossa vida é dom para a feliz comunhão. A filosofia nos revela que o mistério de nós mesmos só se completa com o diverso. Com o outro que é, em parte, Eu mesmo, e em parte o Outr@ de mim.

Somente por isso a Comunhão não admite que o OUTRO seja um estrangeiro a mim mesmo. Todos somos partes uns dos outros. Todos nós dizemos em nós todos os outros em nosso Corpo, em nossa Carne.

D. Helder Câmara dissera:

Só haverá inteira felicidade quando mesmo na escuridão e distante eu reconhecer no rosto de qualquer outra pessoa, o rosto de um irmão.

Leia o texto do seguinte link:

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