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Violência contra Direitos Constitucionais

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Protesto

Protesto

PROTESTO!

Ato autoritário, antidemocrático e de caráter discriminador. Não é possível que o país engula um ato que fere direitos inalienáveis dos povos indígenas à autonomia como seres humanos que são. Atropela sua condição humana, por um conceito filosófico completamente enlouquecido e esdrúxulo. Como defender que se possa reduzir a VIDA de seres humanos à sua condição de silenciamento, não consulta, e redução à passividade no que tange ao seu destino e não entender isso como ESCRAVIDÃO ABSOLUTA? Como USAR  e NEGAR consulta aos sujeitos políticos que qualquer ser humano carrega ontologicamente consigo, como seres de razão? Não é isso voltar à ignorância primita de que estas pessoas não tem alma? Como não acatar o constrangimento à escravidão e admitir que seres humanos são COISAS
nas mãos de um poder ditatorial, em tempos de aspiração à liberdade?

Mostra um profunda ignorância e uma perversão do Direito, por aqueles que deveriam guardá-lo e promovê-lo. Uma incapacidade de reconhecer que

todo  direito é maior que qualquer positivação dele.

Felizmente a ABA entra em cena contra o Arbítrio institucionalizado

Prof. Dr. Luiz Augusto Passos 20/07/2012

Informativo especial n° 017/2012  |  19/07/2012

notícias da ABA
UM ATO NOCIVO E ARBITRÁRIO
A ABA vem a publico manifestar o seu repúdio a recente Portaria No. 303 elaborada pela AGU e publicada no DOU.  A pretexto de homogeneizar o entendimento dos organismos de governo no que tange a aplicação das chamadas condicionantes para o reconhecimento de terras indígenas apontadas pelo STF durante a decisão sobre a TI Raposa/Serra do Sol, esta portaria pretende impor uma leitura da legislação indigenista brasileira em total dissintonia com os interesses indígenas, com  os princípios constitucionais estabelecidos na Carta Magna de 1988 e com as convenções internacionais das quais o Brasil é signatário.

É um ato totalmente arbitrário e inadequado pretender resolver questões complexas e da maior importância para a ação indigenista mediante uma simples portaria.  As chamadas condicionantes estabelecidas no curso de um processo judicial específico e cheio de singularidades, não poderiam de maneira alguma ser tratadas de modo caricatural e mecânico, ignorando por completo as múltiplas interpretações antropológicas e jurídicas que podem receber.

A portaria atropela ainda de maneira grosseira e acintosa a própria ação indigenista e a distribuição de mandatos e competências entre os órgãos públicos. Assim ignora os esforços desenvolvidos pela própria FUNAI e pela Secretaria-Geral da Presidência da República, em amplos foros de debate, no sentido de promover a regularização do direito de consulta, considerando-o procedimento dispensável sempre que algum governismo governamental vier a entender, por critérios puramente internos, que está lidando com questão de superior interesse nacional (art. 1º, itens 5, 6 e 7). Por outro lado com uma simples canetada e sem qualquer justificativa que o embase, transfere para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade as responsabilidades, o poder de administração e controle sobre uma imensidade de terras indígenas (art. 1º, itens VII, IX e X).

Ao leitor atento a portaria não deixa dúvidas – sem um embasamento doutrinário e sem cercar-se dos devidos cuidados de estudar a questão a fundo e promover os debates necessários a cristalização de um entendimento democrático, a AGU selecionou questões totalmente diversas colocadas a administração pública no seu trato com as comunidades indígenas e procurou dar-lhes a interpretação mais restritiva e negativa possível aos direitos dos indígenas.

Por seu primarismo e incongruência, buscando restringir e amesquinhar os direitos indígenas presentes na CF-1988, a ABA considera a portaria 303 um instrumento jurídico-administrativo absolutamente equivocado e pede a sua imediata revogação.

Bela Feldman Bianco e João Pacheco de Oliveira
Presidente da Associação Brasileira de Antropologia e Coordenador da Comissão de Assuntos Indígenas

Associação Brasileira de Antropologia
Gestão Desafios Antropológicos (2011-2012)

Presidente Bela Feldman-Bianco (Unicamp)
Vice-Presidente Luiz Fernando Dias Duarte (Museu Nacional/UFRJ)
Secretário Geral Daniel Schroeter Simião (UnB)
Tesoureira Geral Cynthia Andersen Sarti (UNIFESP)
Tesoureiro Adjunto Guilherme José da Silva e Sá (UnB)

Diretores
Andrea Zhouri (UFMG)
Carmen Silvia Rial (UFSC)
Gilton Mendes dos Santos (UFAM)
Henyo Trindade Barretto Filho (IEB)

Informativo ABA
Ediçao: Daniel S. Simião / Carine Lemos
Diagramação: Roberto Pinheiro

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