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GPMSE realizará Simpósio de Maurice-Merleau-Ponty, por ocasião dos 50 anos da Morte do Filósofo e Educador

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O Grupo de Estudos de Merleau-Ponty, pretencente ao Grupo do Pesquisa Movimentos Sociais en Educação, realizará um Simpósio acerca da obra de Maurice Merleau-Ponty, neste ano em que se celebra cinquenta anos de sua morte. Falecido em Paris, 05 de maio de 1961, sua obra tem tido impacto por sua densidade e significação filosófica, social e política. Sua obra comemora o sentido da Filosofia, num tempo em que sua ausência é sentida. Muitas estratégias cotidianas, culturais e políticas querem apagar o sentido de uma humanidade frágil, com possibilidades quase infinitas, todas elas parciais e efêmeras, diante da temporalidade. O sentido da ética e do compromisso com a luta humana, e toda ela, foi o Olho d’Água que tornou Merleau-Ponty um desbravador de criação e dos recomeços, por uma aproximação em busca de uma Ontologia que representasse uma Obra Aberta cerceada por imensos mistérios, e superasse o esquartejamento e as hipertrofias quer do empirismo ou do idealismo.

O Grupo de Pesquisa Movimentos Sociais e Educação convida estudantes, pesquisadores, professores, filósofos e artistas para intercambiar olhares sobre o mundo e as tarefas de reler Merleau-Ponty para as grandes lutas pela libertação e felicidade humana que interpelam sobretudo os mais sofridos e oprimidos pelos totalitarismos em curso. Não se pode ler Merleau-Ponty com fins instrumentais ou para reedição de certezas finais. Sua leitura é a leitura do próprio sujeito imerso no mundo da vida, por uma experiência aos mesmo tempo, universal, local e singular.

Contate: simposiomerleauponty50@gmail.com

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E, de fato, de princípio a fim, O Visível e o Invisível é tentativa para manter a interrogação aberta. Não exercício de uma dúvida metódica e deliberada, de onde o sujeito iria haurir a ilusão de destacar-se de todas as coisas e que prepararia a restauração de um pensamento seguro de seus direitos, mas exploração contínua da nossa vida perceptiva e da vida cognoscitiva; não negação das certezas comuns, destruição da nossa fé na existência das coisas e dos outros, mas adesão oferecida a essas “certezas” a essa fé, a ponto de a insistência em esposá-las revelar que elas são indissociavelmente certeza e incerteza, fé e não-fé; passagem de algum modo através da opinião para reunir-se às ambigüidades que ela cobre; não refutação das teorias de filósofos, mas retorno àquilo que está na sua origem, para descobrir que as teorias levam além das respostas que trazem: interrogação, enfim que não cessa de relacionar-se consigo mesma, não perde de vista a condição de quem interroga, e se sabe enleada no ser quando se vota à expressão. (Lefort: 2009, p.266) apud [“O visível e o invisível“, Perspectiva: 2009]

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